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D'Ale comemora em frente a torcida colorada. |
Não era assim que os gremistas sonhavam. A confiança transbordava por todos os cantos do Olímpico. Parecia ser uma tarde perfeita para os mais de 45 mil espectadores vestidos de azul, preto e branco, mas, algo desde o início, parecia ir de encontro ao sentimento tricolor.
Tudo começou a dar errado, a partir da ignorância tática que Luxemburgo propõe ao Grêmio. Como alertei antes do jogo, o esquema 4-5-1, é fadado ao insucesso, porém, justamente quem deveria saber disso, fecha os os olhos para o óbvio e, mais uma vez, em uma partida decisiva, coloca tudo a perder. Aliás, o retrospecto de partidas decisivas de Luxemburgo no comando do Grêmio, é terrível. Não lembro de um técnico cuja a o desempenho em decisões seja tão ruim como o de Luxa.
Perdeu o Gauchão, perdeu a Copa do Brasil, perdeu a Copa Sul Americana e, perdeu partidas decisivas no Brasileirão, que poderiam ter levado o Grêmio ao título. Mas voltando á tarde de ontem, Osmar Loss, não foi melhor do que Luxa, porém, contou com uma determinação extraordinária de seus jogadores. Fosse pelo 4-5-1 igualmente colocado em campo, também teria naufragado.
O jogo tenso, como em todos os grenais, foi preponderante, porém o que chamou a atenção foi a falta de qualidade mostrada pelas duas equipes no primeiro tempo. Os dois times espelhados no 4-5-1, fizeram uma partida sonolenta e nada criativa.
Veio a segunda etapa e, num dos raros lances de qualidade, Elano iria marcar o gol gremista, porém Muriel, de forma ilegal, defendeu fora da área. O número 1 do Inter foi expulso.
Sem nenhuma reação do banco, o Grêmio continuou a jogar com o esquema derrotado, porém pouco tempo depois, Damião, de forma violenta e infantil, agrediu Saimom e foi pra rua.
Somente depois desse desmonte no time colorado, Luxa resolveu tirar a coragem de dentro do armário e colocar outro atacante. Melhorou. Logo depois, Marquinhos foi colocado no Lugar de Pico, que estava muito bem na partida, deixando Léo Gago de forma improvisada na lateral esquerda.
Mesmo errando na substituição, o Grêmio cresceu e, embretou o Inter no seu campo defensivo.
Bateu, bateu, mas não furou o ferrolho vermelho, plantado na entrada da área colorada.
Moledo foi um gigante, quando os chutes gremistas entravam de forma perigosa na pequena área, Moledão, antes do goleiro se atirava na bola e, por muitas vezes, salvou o que poderia ser o gol gremista.
Nesse Gre-Nal de despedida do Olímpico, não tenho dúvidas de que quem saiu mais forte do confronto, foi o Internacional, que conseguiu seu objetivo, ou seja, tirar o vice-campeonato do tricolor.